quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Não posso mais ficar com ele...

Hoje de manhã, fui deixar meu filho na escolinha e vi um cartaz com o anúncio de doação de um cão, pequeno porte, castrado e vacinado, de aproximadamente 7 anos de idade. Motivo da doação: "Não podemos mais ficar com ele".

Como assim? Eu já vi esse argumento inúmeras vezes e não me conformo. Por acaso, uma pessoa que tenha problemas começa a dispensar os moradores de sua casa? Expulsa os familiares?

O cão se afeiçoa aos guardiães como um filho de apega aos pais. Talvez até mais. É injusto e cruel simplesmente dizer: "Não posso mais ficar com ele".

É desprezo pela dor do abandono. Insensibilidade. Falta de amor e de ternura.

Claro que essas pessoas estão sendo menos indecentes do que aquelas que abandonam, jogam na rua... Mesmo assim, tenho medo de gente tão sem coração.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

4 de outubro, Dia dos Animais

Os crimes contra animais pioraram nos últimos tempos? Não creio. Quem conhece um pouco de História sabe que as coisas já foram mais terríveis. O que acontece – e isso é bom, pois nos permite reagir – é que episódios escabrosos que ficariam debaixo dos panos podem, hoje, ser expostos por meio dos diversos canais de comunicação ao alcance da sociedade. Ganham visibilidade – e, consequentemente, despertam reações.
A divulgação dos horrores acorda as pessoas que são sensíveis e amam animais, mas que normalmente não se uniriam pela causa. Instrumentos como os abaixo-assinados online e os posts do Facebook permitem o engajamento de um verdadeiro exército de “ativistas” virtuais. Esse novo modelo de mobilização permite, por exemplo, que o Senado Federal seja inundado de mensagens pedindo que a Lei se torne mais rígida no sentido de punir os praticantes de crueldades. Permite também que a população clame por justiça, com o mesmo vigor, em relação ao estupro de uma cadela em Cruz Alta (RS), ao assassinato de uma cachorrinha em Goiânia e à tortura infligida a um cavalo em Itupeva (SP).
É visível que a sociedade brasileira, majoritariamente, repudia os atos de crueldade. Infelizmente, o grosso da população ainda não acordou para o fato de que os laboratórios, os matadouros e as granjas são verdadeiros campos de tortura e extermínio em massa. Porém, o ganho de consciência e a conquista de direitos são processos – a História nos mostra isso quando analisamos o passo a passo daqueles que um dia se mobilizaram pela defesa das mulheres, das crianças, de minorias em geral – e eu sou otimista. É, eu me permito este luxo apesar das touradas, dos rodeios, do foie-gras e dos casacos de pele. Acredito que estamos no caminho certo. O duro é ter paciência para esperar por um futuro que, muito provavelmente, eu não verei chegar.
Do traficante de silvestres, que participa de uma quadrilha organizada, ao “Zé-Mané” que mata o próprio cão a pancadas porque “não sabia” como socorrê-lo depois de um atropelamento (sim, isso aconteceu), todos merecem punição – e esta tem de ser uma punição de verdade, não uma bobagem qualquer, como a distribuição de cestas básicas ou a prestação de serviços comunitários. Desde quando varrer pracinha é o suficiente para desentortar um ser humano que não sente remorso ao causar dores, mutilações, mortes? Se é que alguma coisa pode desentortá-lo...
O Dia dos Animais é um momento propício para todos nós assumirmos dois compromissos. O primeiro é o de disseminar mais e mais os conceitos de respeito e compaixão pela vida animal – só assim aceleraremos um pouco o “trem da História”; e o segundo é o de continuarmos a lutar por eles. Cada um dentro de suas possibilidades, com suas idiossincrasias e limitações. Não tem problema fazer pouco: o único pecado é se omitir.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Novo Código Penal

Têm pipocado, aqui e ali, severas críticas ao endurecimento das penas aplicáveis àqueles que cometem crimes contra animais, conforme proposta apresentada pelos juristas encarregados de propor atualizações/revisões ao Código Penal Brasileiro. Na visão desses críticos, se as propostas forem validadas pelo Legislativo e sancionadas pelo Poder Executivo, “será melhor ser bicho do que gente” no Brasil.
Balela pura. Concordo que as penas previstas para os crimes contra a vida humana continuam ridiculamente leves nas propostas encaminhadas pela referida comissão. Então, cabe à sociedade brasileira como um todo, e especialmente às organizações não-governamentais alinhadas com a defesa de crianças, de idosos etc., a árdua tarefa de lutar para que estupradores, traficantes, assassinos e abusadores de crianças, idosos e outros grupos vulneráveis passem mais tempo na cadeia – afrouxar as algemas daqueles que abusam dos animais não tornaria melhor ou mais eficaz o combate a outras formas de crime.
  Salvo pouco honrosas exceções, as entidades brasileiras de proteção animal deixaram momentaneamente de lado suas diferenças e se empenharam em demonstrar, por “A+B”, aos revisores do Código, a inegável necessidade de fazer os praticantes de crueldade pagarem pelos males que provocam.
Isso, aliás, é bom para a segurança de todos nós. Estudos muito sérios, vários deles conduzidos pelo FBI, demonstram que a prática de crueldade contra animais frequentemente evolui para crimes contra pessoas. Para quem não se lembra, na época em o Maníaco do Parque foi preso, a imprensa chegou a divulgar que o hobby do rapaz era assistir aos abates clandestinos realizados por um tio açougueiro...
Ninguém defende os animais “contra” as pessoas. Ocorre que muitos de nós se compadecem dos animais não-humanos. Ao defendê-los, estamos exercendo uma prerrogativa legítima, que consiste na nossa interação, enquanto cidadãos, com aqueles que interferem nos nossos destinos quando formulam ou alteram leis, ou ainda, como no caso desta comissão do Código Penal, elaboram propostas que vão balizar decisões importantes dos poderes legislativo e executivo.
Pena que, de forma populista, equivocada e – por que não dizer? – maldosa, uns tantos queiram nos impingir o rótulo de “inimigos”, quando, na verdade, inimigos são os bandidos de colarinho branco e os criminosos que atentam contra a integridade de inocentes e vulneráveis. Do mais pé-de-chinelo ao poderoso banqueiro que usa subterfúgios para meter a mão no erário público, todos devem ser punidos com o maior rigor possível, e dentro dos limites estabelecidos pelo Estado de Direito.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Por que preciso de ajuda

Estou republicando este post, que resume o objetivo deste blog.

Mais adiante, apresento fotos dos meus protegidos, e também uma série de depoimentos comoventes de pessoas muito especiais.

Há quase 20 anos, comecei um “trabalho de formiguinha” que consiste em recolher animais abandonados, maltratados, famintos, doentes etc., recuperá-los e encaminhá-los para adoção. Infelizmente, porém, esta última parte – o encaminhamento – nem sempre é bem-sucedida. Há animais que, por motivos diversos, são devolvidos depois de um tempo; outros sequer conseguem um lar, pois apresentam deficiências, limitações ou problemas comportamentais que desmotivam os adotantes; outros, ainda, simplesmente não são “fofinhos” o bastante para cativar os exigentes seres humanos...
Por esses motivos, acabei acumulando uma quantidade razoável de cães e gatos “indoáveis”. Em sua maior parte, eles são idosos – com 8 a 20 anos de idade – e estão plenamente adaptados à vida em uma pequena chácara que funciona como um miniabrigo.
Sempre me orgulhei de não precisar da ajuda de ninguém para sustentá-los. Despesas com alimentação, vacinas, vermífugos, cirurgias e demais cuidados – o que inclui o salário e outros encargos pagos ao tratador – saem do meu salário. O problema é que as coisas andam difíceis demais.
Leio em jornais e revistas que o Brasil está uma maravilha. Bem! Para mim, não está. Meu poder aquisitivo desmoronou e não consigo manter o bom padrão de vida - nada 5 estrelas, mas digno! – dos animais.
É por isto que crio este blog: para pedir ajuda. Sou pessoa física, mas me comprometo a agir com a transparência esperada de uma instituição, apresentando mensalmente as contas referentes a veterinários, ração, pagamento do tratador e manutenção da chácara (o que inclui limpeza, eventuais pequenas reformas e quitação de taxas, como água, luz e IPTU).
Nas despesas veterinárias, peço especial atenção ao caso da Tigresa, uma gatinha linda que está lutando contra o câncer.


Eu sei que os pedidos são muitos. Também sei que, se fôssemos ajudar a todos, não teríamos um centavo sequer no final do mês. Mas meu trabalho é sério, e pessoas de destaque na proteção animal atestam minha idoneidade. Por isso, tenho certeza: você não se arrependerá por estender as mãos para me ajudar nessa difícil jornada.
Minha conta, para depósito de doações, é a seguinte:
Banco Bradesco – agência 055-8 – c/c 502-623-7.
Atenção: muitas vezes, não é necessário colocar o número do dígito da agência!
Se alguém for fazer DOC, peço que me escreva, para que eu informe o número do meu CPF.
Supero o constrangimento de pedir ajuda. Prefiro isso a ficar sem condições de cuidar dos bichos da maneira que eles merecem.
Quem preferir comprar a ração em vez de doar dinheiro, pode contatar a loja com a qual mantenho uma espécie de convênio (eles faturam a compra por 60 dias). Trata-se da Ouro Safra, tel. (15) 3278-8000. O vendedor que me atende é Afrânio.
Os cães comem Fri Dog Premium, e os gatos estão com a Big Boss Premium. Não há muitas opções de marca na cidade em que os animais vivem, infelizmente!
É possível também transferir dinheiro diretamente para a loja que me fornece ração. Neste caso, é interessante me enviar um e-mail avisando que determinado valor foi doado, quando e por quem.
Contas da Ouro Safra:
Banco do Brasil – agência – 2414-7 – c/c 110504-3                 
Bradesco – agência 3372 – c/c 8324-0

CONTAS A PAGAR:

fotos de alguns protegidos





sexta-feira, 27 de julho de 2012

Frases de apoio

A jornalista Sílvia Lakatos ocupa o patamar das pessoas mais especiais que encontrei nos meus longos anos de ativismo pelos direitos dos animais.  Eu a conheci pessoalmente em 1997, quando nos organizávamos para agregar as ONGs protecionistas brasileiras no Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, mas muito antes disso já ouvia falar da moça que não media esforços para tirar os animais do abandono e sofrimento, direta ou indiretamente, socorrendo protetores sem recursos. Ao mesmo tempo, através de ações intelectuais, foi e continua sendo muito participativa na evolução do Movimento de Proteção Animal. Tê-la como colega é um privilégio.
Sônia Fonseca , presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.
 
Silvia Lakatos é uma das pessoas mais equilibradas e comprometidas com a proteção dos animais que conheço. O cuidado que tem com os cães e gatos é um lindo exemplo para todos.
Silvana Andrade, jornalista
CEO da Agência Nacional de Direitos Animais

A Silvia Lakatos é dessas figuras raras que nos faz perceber o quão pouco fazemos pelos animais quando conhecemos de perto a dedicação incondicional que ela tem pelos animais com os quais se responsabiliza, e que não abre mão dessa responsabilidade mesmo diante das maiores adversidades.
George Guimarães, nutricionista vegano
Presidente da ONG VEDDAS
Conhecemos Silvia Lakatos há cerca de 15 anos e podemos assegurar que se trata de um dos principais valores do movimento de proteção aos animais no país. Consegue unir, em igual medida, talento, sensibilidade, caráter e idoneidade. De conduta irretocável, manteve as portas abertas por onde passou, apesar de ter posições definidas e lutar por elas – algo raro em nosso cenário.
Marco Ciampi
Presidente
ARCA Brasil
Conheço a Silvia Lakatos há bons anos, sempre dedicada a ajudar os animais. Colaborou com muitos parceiros da causa animal, tanto em ações ativistas como com generosas doações financeiras . Mantém um abrigo, também há anos, onde residem animais cujas histórias são dramáticas. Como jornalista e conhecedora das dificuldades do movimento de defesa animal, nunca se furtou a dar valiosas colaborações em textos, projetos, campanhas etc.
Agora é hora de ajudá-la para que seus protegidos nem percebam este momento!
O Quintal de São Francisco e esta diretora terão sempre gratidão por seu voluntariado e espera que esta tempestade passe sem impactos.

Angela Caruso
Presidente
Quintal de São Francisco

Preço da paixão...

Há quase 20 anos, comecei um “trabalho de formiguinha” que consiste em recolher animais abandonados, maltratados, famintos, doentes etc., recuperá-los e encaminhá-los para adoção. Infelizmente, porém, esta última parte – o encaminhamento – nem sempre é bem-sucedida. Há animais que, por motivos diversos, são devolvidos depois de um tempo; outros sequer conseguem um lar, pois apresentam deficiências, limitações ou problemas comportamentais que desmotivam os adotantes; outros, ainda, simplesmente não são “fofinhos” o bastante para cativar os exigentes seres humanos...
Por esses motivos, acabei acumulando uma quantidade razoável de cães e gatos “indoáveis”. Em sua maior parte, eles são idosos – com 8 a 20 anos de idade – e estão plenamente adaptados à vida em uma pequena chácara que funciona como um miniabrigo.
Sempre me orgulhei de não precisar da ajuda de ninguém para sustentá-los. Despesas com alimentação, vacinas, vermífugos, cirurgias e demais cuidados – o que inclui o salário e outros encargos pagos ao tratador – saem do meu salário. O problema é que as coisas andam difíceis demais.
Leio em jornais e revistas que o Brasil está uma maravilha. Bem! Para mim, não está. Meu poder aquisitivo desmoronou e não consigo manter o bom padrão de vida - nada 5 estrelas, mas digno! – dos animais.
É por isto que crio este blog: para pedir ajuda. Sou pessoa física, mas me comprometo a agir com a transparência esperada de uma instituição, apresentando mensalmente as contas referentes a veterinários, ração, pagamento do tratador e manutenção da chácara (o que inclui limpeza, eventuais pequenas reformas e quitação de taxas, como água, luz e IPTU).
Nas despesas veterinárias, peço especial atenção ao caso da Tigresa, uma gatinha linda que está lutando contra o câncer.


Eu sei que os pedidos são muitos. Também sei que, se fôssemos ajudar a todos, não teríamos um centavo sequer no final do mês. Mas meu trabalho é sério, e pessoas de destaque na proteção animal atestam minha idoneidade. Por isso, tenho certeza: você não se arrependerá por estender as mãos para me ajudar nessa difícil jornada.
Minha conta, para depósito de doações, é a seguinte:
Banco Bradesco – agência 055-8 – c/c 502-623-7.
Atenção: muitas vezes, não é necessário colocar o número do dígito da agência!
Se alguém for fazer DOC, peço que me escreva, para que eu informe o número do meu CPF.
Supero o constrangimento de pedir ajuda. Prefiro isso a ficar sem condições de cuidar dos bichos da maneira que eles merecem.
Quem preferir comprar a ração em vez de doar dinheiro, pode contatar a loja com a qual mantenho uma espécie de convênio (eles faturam a compra por 60 dias). Trata-se da Ouro Safra, tel. (15) 3278-8000. O vendedor que me atende é Afrânio.
Os cães comem Fri Dog Premium, e os gatos estão com a Big Boss Premium. Não há muitas opções de marca na cidade em que os animais vivem, infelizmente!
É possível também transferir dinheiro diretamente para a loja que me fornece ração. Neste caso, é interessante me enviar um e-mail avisando que determinado valor foi doado, quando e por quem.
Contas da Ouro Safra:
Banco do Brasil – agência – 2414-7 – c/c 110504-3                 
Bradesco – agência 3372 – c/c 8324-0

CONTAS A PAGAR: